O HOMEM E O SEU CONHECIMENTO DE MUNDO
Resenha
(Breve estudo sobre o conhecimento)
A medida do nosso poder é o nosso conhecimento.
O filósofo inglês John Locke[1], considerado o pai do empirismo, com sua postura claramente racionalista, afirma: que o “conhecimento verdadeiro” e assim, universalmente válido, é aquele que abrolha a partir da percepção pelos sentidos. De tal modo, para essa corrente filosofia, quando o homem nasce sua mente é vazia de qualquer conhecimento, e é através dos sentidos e de sua percepção de mundo que vai adquirindo e enriquecendo seu conhecimento. Ao mudar o statu quo, essa idéia é apenas uma forma de ilustrar a evolução da mentalidade humana. Sabemos, que ao nascer já adquirimos fatores sensoriais, e tais fatores contribuem aos primeiro entendimento do mundo ao qual faremos parte.O homem ao se deparar com a natureza percebe sua grandeza, e assim, o quanto pode desfrutar-se dela, no primeiro momento ele é submisso a essa grandeza tida como “absoluta” e o tempo e a experimentação lhe dão o domínio dessa força, e é nesse momento que o homem toma o controle das coisas, e passa a exercer sua postura de “ser superior”.
aquilo que adquiro com o fator sensorial, não havendo assim espaço para a critica, mas apenas o encontro com a trilogia Fé-Medo-Esperança. O homem necessita fazer-se ouvir, busca desenvolver suas teorias e técnicas e com base em seus estudos e pesquisas provar o que supões da existência, isso margeado pelo mundo, pela fé e pela ciência, com o conhecimento cientifico busca embasamento para provar o que pensa. Esse conhecimento vai ultrapassar o método empírico, se desenvolve além dos prodígios, suas causas e suas leis. Aristóteles[2], afirma que o conhecimento só se dá de maneira absoluta quando sabemos qual a causa que produziu o fenômeno e o motivo, assim o homem passa a pesquisar, experimentar e desenvolver teorias que provem um determinado objeto de estudo, não se firma em hipóteses para isso, mas sim na certeza advinda do estudo e da pesquisa.[1] John LOCKE (1632 – 1704): Nasceu em Wrington, Inglaterra. Estudou em Oxford e formou-se em Medicina. Foi perseguido pelos Stuarts e exilou-se primeiro na França, onde pôde conhecer as reflexões de Descartes, e depois na Holanda. Por volta de 1671 costumava discutir sobre os princípios da moral e sobre os fundamentos da religião revelada. Insatisfeito com todas as respostas resolveu estudar “o mecanismo da nossa mente, suas capacidades, seus limites”, isto é, como a nossa mente é capaz de chegar ao conhecimento, como forma as idéias. Entre suas obras são citadas: Ensaio sobre o entendimento humano, Tratado do Governo Civil e Cartas sobre a tolerância. O estudo do seu pensamento enfatiza a questão do conhecimento e a questão do governo.
[2] ARISTÓTELES (384-322): Filho de um médico da corte da Macedônia, Aristóteles nasceu em Estagira[2], pequena cidade da Trácia (Macedônia)[2], ao norte da Grécia. Estudou em Atenas, onde foi discípulo de Platão na Academia. Tornou-se educador de Alexandre Magno, filho de Filipe, rei da Macedônia.
SAVIANI, D – Educação: do senso comum à consciência filosófica. S. Paulo: Cortez








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